<p>Em uma metrópole onde a burocracia suplantou a religião e a ineficiência é uma forma de arte Teodoro Bartolomeu é o sumo sacerdote do Departamento de Correção de Erros Irrelevantes. Sua existência meticulosamente monótona é abalada pela chegada de um objeto aterrorizante: um formulário perfeitamente preenchido. Sem falhas para corrigir Teodoro encara o abismo existencial de sua própria inutilidade. 'A Ordem Natural das Coisas Erradas' é uma sátira mordaz e poética sobre a condição humana evocando o absurdo de Kafka e a ironia de Saramago. Com uma prosa elegante e um humor afiado esta obra-prima disseca a obsessão moderna pelo controle e convida o leitor a descobrir que talvez o erro seja a única prova irrefutável de que estamos vivos. Uma leitura obrigatória para quem busca rir do desespero e encontrar beleza no caos.</p>