A erosão dos direitos internacionais a aplicação desigual dos princípios pelas organizações internacionais o aumento da violência e dos conflitos contribuíram para reforçar uma consciência colectiva que aspira a um mundo mais justo e equitativo. Esta consciência plural e dinâmica manifesta-se de várias formas: na mobilização crescente dos jovens em todo o mundo que reagem ao recrudescimento da violência política e à emergência de um novo populismo; nos movimentos nacionalistas em busca de valores e de identidade que procuram redefinir o seu lugar num mundo em mudança; ou numa vaga de populismo político muitas vezes imprevisível que mobiliza multidões em torno de ideais vagos. A emergência dos BRICS como alternativa ao FMI ilustra o desejo de reequilibrar a relação de forças no âmbito da governação económica mundial. As diferenças entre os objectivos e os modos de governação destas entidades sublinham a necessidade de uma reflexão crítica para construir uma consciência colectiva verdadeiramente inclusiva e representativa das aspirações dos países do Sul global.