O Infante D. Henrique poderá ser tomado como símbolo das vontades e dos esforços anónimos de navegadores de cartógrafos de cosmógrafos de mercadores e de aventureiros que ajudaram o homem moderno a construir novas dimensões para a perspectiva do mundo. Um príncipe de qualidades notáveis que trabalhou em proveito do Reino e da religião católica com projectos sujeitos a êxitos e a insucessos obstinado na realização dos seus desejos e um homem profundamente marcado pelas condições e conveniências da vida do seu tempo. O autor foi galardoado com o prémio Henriquino em 1960 na Vila de Sagres em Portugal.