Ao longo da primeira metade do século XX a veiculação de propagandas pelo Rádio requeria a imaginação do ouvinte numa espécie de co-participação no processo de construção da mensagem publicitária; o jingle então era peça essencial na estruturação do complexo comunicacional emissor-mensagem-receptor. Ao contrário do se poderia imaginar a chegada da Televisão e do elemento visual à retina do espectador não diminuiu a importância do jingle pois são concomitantes os fenômenos da multiplicação de aparelhos televisores nos lares brasileiros e da consolidação da Era de Ouro do jingle publicitário no Brasil. No entanto ao longo da primeira década do século XXI simultaneamente à proliferação de dispositivos midiáticos digitais em parte da sociedade brasileira configurou-se uma preocupante conclusão deste livro: o jingle perdeu espaço (e tempo!) dentro da peça publicitária viu-se contundentemente empobrecido em seu discurso lírico-musical assistiu a um significativo declínio de sua importância.