Nas unidades de cuidados intensivos os profissionais têm de fazer malabarismos com dilemas éticos entre imperativos médicos e princípios fundamentais. O objetivo do nosso trabalho foi analisar estes dilemas identificar os seus factores compreender o seu impacto nas decisões clínicas avaliar a sua influência na qualidade dos cuidados e no bem-estar dos doentes e propor recomendações para melhorar a gestão ética na UCI.Sujeitos a um fluxo contínuo de doentes a recursos limitados e a uma elevada carga emocional os profissionais têm de tomar decisões rápidas respeitando a beneficência a não maleficência a autonomia e a justiça. O tratamento pode ser recusado ou limitado se os riscos forem superiores aos benefícios. Limitar ou interromper o tratamento não é um caso de desistência mas de passagem aos cuidados paliativos. A ética baseia-se numa avaliação objetiva dos dados e na tomada em consideração dos desejos do doente e das pessoas que lhe são próximas.A prática da reanimação é regida por normas jurídicas e éticas mas a legislação mantém-se inalterada.