A insuficiência renal é detectada em mais de um terço dos doentes com insuficiência cardíaca. A combinação destas duas condições tem um mau prognóstico uma vez que altera frequentemente a estratégia terapêutica recomendada para os doentes com insuficiência cardíaca e aumenta os danos progressivos em ambos os órgãos. O rim desempenha um papel importante na fisiopatologia da insuficiência cardíaca sofrendo as consequências progressivas das causas mais comuns de insuficiência cardíaca: disfunção ventricular aterosclerose hipertensão arterial e diabetes. Uma vez que estes doentes que sofrem de insuficiência renal e de insuficiência cardíaca são frequentemente excluídos dos ensaios controlados pouco se sabe sobre o seu tratamento ideal e os medicamentos recomendados. A síndrome cardio-renal é um tema de atualidade com vários estudos que salientam a sua frequência crescente e as suas implicações terapêuticas. Pode ter consequências nefastas porque exacerba os efeitos da estimulação neuro-hormonal da inflamação do stress oxidativo e da disfunção endotelial sobre a estrutura do miocárdio dos vasos e dos rins.