Não faltam meios de transporte na obra de Georges Simenon tanto nos seus romances como no seu romance policial adaptado que é o tema deste livro. Quer se trate de um comboio em Maigret chez les Flamands de um automóvel em Maigret tend un piège de um transatlântico em Le Passager du Polarlys ou de um elétrico em Maigret et la danseuse du Gai-Moulin o meio de transporte desempenha ao longo do nosso corpus um papel essencial no sistema gráfico-narrativo. Enquanto parte da mobilidade da personagem ou do impacto do enredo é pouco analisado pela crítica o que nos permite celebrar o seu valor estético e poético no coração da novela gráfica simenoniana.