O organismo das Nações Unidas alertou para o facto de muitos trabalhadores migrantes enfrentarem incertezas no trabalho e de a sua situação se ter agravado com a pandemia de COVID-19.A crise da COVID-19 intensificou as vulnerabilidades particularmente para as mulheres trabalhadoras migrantes uma vez que estão sobre-representadas em empregos mal pagos e pouco qualificados e têm acesso limitado à proteção social e menos opções de serviços de apoio segundo o estudo da OIT que se baseia em dados de 189 países.A OIT salientou ainda a existência de diferenças substanciais entre os sexos nos diferentes sectores com um número mais elevado de mulheres migrantes nos serviços incluindo a saúde e o trabalho doméstico em parte devido à crescente procura de mão de obra para a prestação de cuidados.Salientando o valor para os países da compilação de estatísticas fiáveis sobre a sua mão de obra migrante o BIT insistiu que isso os ajudaria a responder às mudanças na oferta e na procura de mão de obra a estimular a inovação e o desenvolvimento sustentável e a transferir e atualizar competências.